Gestantes: elas dizem sim ao Pilates


Muitas futuras mamães estão optando por uma atividade diferente das comuns, o Pilates. Esse método oferece uma série de benefícios e tem como princípios básicos o fortalecimento e definição muscular, o ganho da flexibilidade, o controle respiratório, a correção postural e o crescimento axial.

Que atividade física é bom para a saúde todo mundo já sabe. Mas quem diria que as mulheres donas de um barrigão também devem movimentar seu corpo?

Já se foi o tempo em que a mulher grávida deveria ficar os completos nove meses da gestação em casa, de molho, sem fazer nada. O conhecido ditado “gravidez não é doença” se aplica muito bem aos dias de hoje, em que a medicina e a visão do universo feminino têm evoluído, e os tratamentos voltados para a mulher na gravidez têm sido cada vez mais inovadores.

Geralmente, de acordo com o acompanhamento médico da gestante, a partir do terceiro mês ela já está liberada para a prática de exercícios. É comum a mulher que já se exercitava antes da gravidez continuar com as atividades normais. Muitas futuras mamães estão optando por uma atividade diferente das comuns, o Pilates. Esse método oferece uma série de benefícios e tem como princípios básicos o fortalecimento e definição muscular, o ganho da flexibilidade, o controle respiratório, a correção postural e o crescimento axial.

Segundo a Associação Brasileira de Pilates, ao praticar essa atividade, a mente é estimulada pela variedade de exercícios onde são trabalhadas a coordenação motora e a memória pelo principio da concentração. É uma opção adequada para gestantes que estão em busca de novas terapias para melhorar a qualidade de vida durante a gravidez, além de minimizar os efeitos dessa fase, como edemas, lombalgia e dores em outras regiões do corpo.

O trabalho da respiração no Pilates é constante, feito durante todo o exercício. Esse controle facilita a oxigenação do músculo, uma vantagem para a gestante, que na hora do parto, precisa ter força para empurrar o bebê. “Essa técnica deixou para trás a ideia da ‘respiração cachorrinho’, que só fazia cansar a mãe”, afirma a fisioterapeuta Ariane Santos da Luz. Segundo ela, deve ser feita uma avaliação físico-postural da gestante, que vai dar respaldo para o profissional selecionar grupos de exercícios que irão prepará-la tanto para o parto quanto para a reabilitação, caso haja dificuldades.

Ao contrário do que muita gente pensa o barrigão não atrapalha, já que as séries de atividades são elaboradas especialmente para a adequação ao novo corpo. De acordo com a instrutora Isabelle Raposo, o Pilates, além de trabalhar os músculos abdominais superficiais, também ativa um músculo mais profundo chamado de transverso do abdôme que funciona como uma cinta. “A ativação de todos esses músculos é importante durante a gravidez, pois normalmente eles se distendem trazendo desequilíbrios posturais”, conclui Isabelle.

Como o Pilates é uma atividade dinâmica, ocorre uma melhora da circulação sanguínea em todo o corpo, o que é benéfico tanto para a futura mamãe quanto para o bebê. Os exercícios ligados à respiração e à concentração promovem o relaxamento e o bem estar físico e mental das gestantes. Com a respiração bem equilibrada e muita concentração essa prática prepara o corpo da mulher para a maternidade, fazendo com que ela cultive hábitos saudáveis durante e depois da gestação.

Elas disseram sim ao Pilates

O desejo pelo parto natural levou a estudante de Biologia, Daiane Guerra Martins, 30 anos, à procura da prática do Pilates. Já praticante de Yoga, ao terceiro mês optou pela nova atividade e, hoje, com sete meses de gestação, intercala o Pilates com caminhadas leves durante a semana, além de manter uma alimentação equilibrada. “Sinto-me melhor do que antes da gestação. Gosto do Pilates pelos benefícios que ele traz e, também, pelo acompanhamento que é excelente, quase personal”, ressalta.

Já Médica Hematologista Cristiane Monnaísa Firmino da Silva, 34 anos, grávida de seis meses, mudou radicalmente sua rotina de exercícios, partiu do Muay Thai direto para o Pilates. Começou a nova atividade por indicação médica e pelo desejo de condicionamento físico direcionado. O curioso é que ela testou o Pilates antes da gravidez e não se adaptou muito bem. Agora, mais disposta e com a musculatura mais forte, Cristiane pretende continuar mesmo depois do nascimento do bebê.

A Promotora de Justiça, Alexandra Beurlen, 39 anos, intercalava suas atividades físicas durante a semana com o Pilates e a musculação. Ao descobrir que estava grávida, ainda no primeiro mês, decidiu substituir a musculação pela caminhada leve diária, mas o Pilates continua. Hoje, em seu sexto mês de gestação, ela não sente nenhuma dificuldade durante a prática e percebe uma diminuição das dores lombares, além de sentir que a definição muscular se mantém firme.

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