Como tornar a aula de bike indoor ainda mais eficaz e motivadora


Nas aulas de bike indoor é possível perder entre 400 a 800 calorias em uma hora, dependendo da intensidade do treino, sexo, massa magra e condicionamento físico de quem pedala.

As aulas de bike indoor, ou spinning como são popularmente conhecidas, são as mais oferecidas em muitas academias, devido a grande procura dos alunos. E segundo o profissional de educação física Fábio Kitahara, professor nas academias Planet Sport, Target Fit Club e Galpão 4, a maioria dos alunos debike indoor são fiéis e frequentam as aulas com uma periodicidade surpreendente. Um dos motivos da popularidade é que são aulas acessíveis a diferentes níveis de condicionamento físico e faixa etária. E ainda é possível perder entre 400 a 800 calorias em uma hora, dependendo da intensidade do treino, sexo, massa magra e condicionamento físico de quem pedala.

Música na sala de bike indoor

A musicalidade da aula de bike é um dos fatores que contribui para o grande interesse dos alunos. E segundo o professor de bike indoor da Bio Ritmo Academia e atleta de mountain bike, Gilberto Ambrogi, conhecido como Giba, o profissional de educação física deve trabalhar as músicas de acordo com as estratégias de treino, tornando a montagem das aulas um exercício com infinitas possibilidades. Para que o interesse dos alunos seja ainda maior pode-se aliar a musicalidade ao gosto musical da maioria ou ainda usar recursos audiovisuais. “A música é 100% motivadora, mas é preciso ser eclético para agradar a todos”, explica Kitahara. Outro fator motivacional é a participação do professor no treino. Dessa forma, o aluno se sente encorajado.

O bê-a-bá do ciclista indoor

“O vocabulário de ciclista também é motivador”, aponta Kitahara. Ele conta que o profissional deve entender também um pouco de ciclismo outdoor para montar seu roteiro de aula. “Mas não adianta sair inventando sem saber o que está fazendo, pois precisa ser um treino seguro”, argumenta. Segundo ele, a graduação de Educação Física não trabalha com a prática da modalidade de bike indoor e recomenda que o profissional procure cursos e treinamentos específicos antes de se aventurar na sala de aula.

Estratégias de treino de bike indoor

Além dos fatores motivadores, o aluno de bike indoor também está procurando por resultados. E para tornar o treino mais eficaz, Giba dá a dica: o profissional de educação física deve periodizar o treino. “A mistura de aulas com maior e menor intensidade, somando as diferentes estratégias de treino (contínuo e intervalado) garante um alto gasto calórico, melhora o condicionamento cardiovascular e ainda previne o excesso de treinamento (overtraining)”, explica o professor.

As estratégias de treino variam entre contínuo e intervalado, mas é possível trabalhar de outras formas também como:

Interval aeróbico

Aula intervalada com estímulos de intensidade moderada e longa duração (treino mais tranquilo);

Interval misto

Aula intervalada com estímulos variados: aeróbios e anaeróbios (alta intensidade);

Contra-relógio

Uma verdadeira simulação de uma competição de ciclismo de mesmo nome (aula mais forte do programa);

Pirâmides

O aumento e a diminuição da intensidade respeitam uma mesma progressão em relação ao tempo, a cada música uma nova intensidade (treino forte);

Endurance

Simulação de um treino longo de ciclismo, repleto de subidas e trechos planos para testar a resistência (treino contínuo, predominantemente aeróbio, de intensidade moderada).

Já nas pedaladas, o profissional deve orientar os alunos em pedalar sentado ou em pé, no plano ou em subida, e ainda acrescentar saltos e sprints, ou seja, uma corrida de curta distância, na qual a pessoa pedala num ritmo crescente por um determinado tempo. A intensidade de aula também pode ser controlada pela velocidade e força, quanto maior a carga na bike, menor será a velocidade. Giba ainda lembra que a cadência não deve ultrapassar 110 rotações por minuto.

Bike indoor influenciando o outdoor

Há mais de 20 anos, Giba também pedala em mountain bike e fez parte da primeira geração do esporte no Brasil. Já em 1990, foi campeão brasileiro júnior e no mesmo ano representou o Brasil no 1º Campeonato Mundial reconhecido pela União Ciclística Internacional – UCI, em Durango, nos Estados Unidos. Sua última conquista foi a Cape Epic, na África do Sul, no ano passado. Foram oito dias de prova, totalizando 850 km. Para que conseguisse terminar a prova, Giba treinou por meses aulas de bike indoor de segunda a sexta-feira e nos finais de semana de três a seis horas de mountain bike. Seu próximo desafio será a Haute Route, em agosto deste ano. A prova de estrada para amadores tem duração de sete dias e fará o percurso de Genebra a Nice, totalizando 800 km e 20 montanhas com 21 mil metros de ascensão acumulada.

Já Kitahara destaca-se no Iron Man, participando da competição desde 2007. “Participo dois anos seguidos e depois deixo um ano para descanso, pois o treino que antecede a competição precisa ser intenso e costuma durar pelo menos cinco meses”, explica. Em 2011, sua última participação, Kitahara terminou a prova, que inclui 3.800m de natação, 180 km de bike e 42 km de corrida em 10h22min. Desde que começou a participar no Iron Man, já conseguiu baixar seu tempo em 1h21min. Sua próxima participação será só em 2013, em Panamá City, na Florida, EUA. “Meu sonho sempre foi conseguir uma vaga para o mundial do Hawaii”, conta o triatleta.

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